Petróleo, ouro negro !?

Petróleo   

    Como Químico, tive a oportunidade de estudar um pouco sobre o tal petróleo, e aí vão algumas curiosidades que podem elucidar pensamentos, desmistificar boatos, gerar ideias...

                           Fonte: lula.com.br

   O petróleo, ou óleo de pedra, de onde parecia emergir na sua descoberta 4000 anos a.C., é uma mistura de milhares de compostos oriundos da transformação de matéria orgânica, por milhões de anos sob pressão e temperatura no subsolo.

   Sim, uma análise química do petróleo encontra moléculas oriundas de vegetais superiores, algas, microrganismos e até de animais, que são os biomarcadores, o que não só prova que ele teve origem do acúmulo por sedimentação dos "cadáveres" destes seres, como permite inferir quando e onde este petróleo iniciou sua formação, além de onde foi retirado.



        Figura 2. CGMS de três amostras de petróleo. Fonte: Trabalho da disciplica QO927 no meu curso de química em 2001. 

   Na figura acima, Figura 2, cada um das dezenas de picos demarca um composto separado ao longo do tempo de análise, na qual alguns foram identificados na figura. Estima-se que a cada 10 min no equipamento de nome lindo: cromatografia gasosa acoplada a um espectrômetro de massas (CG-MS), cerca de 250 mil compostos são separados, formando aglomerados de picos indistinguíveis que lembram uma marola, dentro da qual existem então entre 500 mil a 1 milhão de compostos.

  A grande variedade na composição química do petróleo, bem como a grande proporção em hidrocarbonetos (compostos com apenas carbono e hidrogênio) alifáticos e aromáticos, fazem deste óleo matéria prima para uma quantidade enorme de produtos, que vão de remédios, tintas, explosivos, plásticos, plastificantes, detergentes, agrotóxicos e adubos até seu uso para produção de dezenas de combustíveis aplicados desde caldeiras em indústrias, metalurgia, aquecimento  residencial a combustíveis de carros, navios a aeronaves. Ou seja, o petróleo e seu uso está praticamente e literalmente em tudo, bastando olhar a nossa volta.


         Figura 3. Figuras demonstrativas de alguns usos comuns do petróleo, em sua maioria, como matéria prima, mas é importante salientar que cerca de 2/3 do petróleo, infelizmente, é usado como combustível.

  O desafio é encontrar algo que não contenha petróleo. Aqui em casa encontrei 3 coisas, a madeira não tratada e não pintada da estante de livros, a pedra da mesa na cozinha e os vidros nas janelas, mas no fundo nem essas coisas estão livres do petróleo, já que em suas elaborações e transporte foram usados derivados do "óleo de pedra". Desconsiderei os metais e cimento ou cerâmicas porque para mim é muito claro o uso de gás natural ou carvão mineral no processo de obtenção destes materiais.
    Ou seja, o petróleo é uma mistura de uma enorme quantidade de substâncias, que separadas compõem, por exemplo, a gasolina, querosene, óleos combustíveis, lubrificantes e sua fração pesada, exemplificada pelo piche. Reservas de petróleo no subsolo que não sofreram infiltração de água, oxigênio e microorganismos são ricas nas frações leves e mais valiosas, como os da Arábia Saudita e do Pré-Sal, já os degradados são pesados e menos valiosos, como os da Bacia de Santos, e precisam passar por craqueamento (quebra sob temperatura) para aumentar sua fração leve.
    Alguns dos compostos encontrados no petróleo estão representados na Figura 4, a seguir:


        Figura 4. Exemplos de compostos presentes nas frações do petróleo. Fonte: 
www.researchgate.net

   Só como exemplo, não sendo necessariamente a rota sintética mais comum, pode-se obter o fármaco AAS (ácido acetil salicílico) a partir do benzeno extraído do petróleo, como será mostrado nas Figuras 5, 6 e 7, a seguir. Antes, é bom lembrar que o AAS foi o primeiro fármaco sintetizado na história, em 1853, e é derivado do AS (ácido salicílico) obtido, no passado, da salicilina, extraída e purificada em 1824 da casca da árvore de salgueiro-chorão (Salix), mas que já era usada desde 400 a.C como anti-inflamatória e anti-térmica. Hoje, claro, a produção anual do AAS é de cerca de 40 mil toneladas, o que torna inviável o uso de cascas de salgueiro, logo estamos dependentes do petróleo e hulha, por exemplo.

        Figura 5. Transformação do benzeno em fenol em duas etapas. Fonte Wikipedia


        Figura 6. Transformação do fenol em ácido salicílico (AS). Fonte Wikipedia


        Figura 7. Protonação do anidrido acético e reação com o AS para a formação do ácido acetil salicílico (AAS). Fonte Wikipedia

   A sequência mostrada nas Figuras 5, 6 e 7 demonstram como um composto extraído do petróleo pode ser transformado em uma substância bem distinta em todos os aspectos, pois o benzeno é solvente e cancerígeno, já o AAS é um fármaco com enorme importância por ser usado em diversos tratamentos de saúde.

   Na prática, o benzeno é produzido por diversos processos, sendo o mais comum a Reforma Catalítica, na qual hidrocarbonetos alifáticos do petróleo, que é sua maior parte, são aquecidos juntamente com hidrogênio para serem convertidos em compostos aromáticos. 

   Por toda esta versatilidade, o petróleo hoje é como a internet, a eletricidade e os governos, estamos dependentes (nos fizeram estar dependentes) deles para viver, em alguns casos literalmente.

   O petróleo, por ser oriundo de uma gigantesca quantidade de matéria orgânica (seres que estiveram vivos) transformada, pode ser considerado como o armazenamento de milhares de anos de energia solar no subsolo. Entretanto, não é o calor de sua queima que causa o Aquecimento Global, já que toda esta energia é pequena perto da que o planeta Terra recebe de radiação luminosa. Calcula-se que a Terra receba 179 PW [petawatts] (Wikipédia) de energia luminosa solar na zona superior da atmosfera, e como um ano tem aproximadamente 3,14x10^7 segundos, teríamos 5,62 YJ (yottajoules). Descontando os 35% de reflexão pelas nuvens e 19% de absorção pela atmosfera, ainda chegam na superfície 2,6 YJ de energia por ano vindas do Sol. Já a queima de petróleo e gás natural em 2024 foi de 9.000 Mtoe [mega toneladas de equivalente em petróleo cru] (Enerdata + suapesquisa.com), ou seja, 377 EJ [exajoules]. Aff, tudo isso para poder concluir que todo o petróleo e todo o gás natural queimados em 2024 correspondem a uma fração de aproximadamente 1 parte em 7 mil partes de energia solar recebida na superfície do planeta Terra neste mesmo período (1 dividido por 7.000).

   O problema do aquecimento está então em um dos subprodutos da queima dos hidrocarbonetos, o CO2, que altera em décimos aqueles 19% de luminosidade solar absorvida pela atmosfera:

CnH2n+2  +  3(n+1)/2O2  =>  nCO2  +  (n+1)H2O

  O CO2 (dióxido de carbono) é o principal causador do Efeito Estufa, e sua concentração sempre acompanhou a temperatura global ao longo dos últimos milhões de anos, e em alguns casos determinou a temperatura global nos últimos milhões de anos. Para os últimos 200 anos, isto pode ser observado no gráfico que detalha as concentrações de CO2 e a temperatura média global, Figura 8.

        Figura 8. Valores de temperatura média global e teor de gás carbônico na atmosfera terrestre entre 1850 e 2022. Fonte na figura.

     A temperatura do planeta foi ganhando estabilidade, Figura 9, a medida que os continentes foram se separando e a vida foi ficando mais complexa e interligada, e isto muito provavelmente, arrisco dizer, pode ser compreendido considerando-se a adaptabilidade que as plantas tiveram para condições adversas de temperatura e concentração de CO2, a fixação de nitrogênio por rizóbios (Paleozóico - 540 a 250 milhões de anos), a aquisição da capacidade de liberação de fósforo das rochas por ação biológica, a distribuição de nutrientes e energia pelas correntes marítimas e ventos (https://lucidarium.com.br/conceito-de-corrente-oceanica-origem-definicao-e-significado/) e, muito importante, a diversa e ampla cobertura vegetal + fungos capazes de absorver ou liberar CO2 com mais eficiência e rapidez e sob condições adversas de temperatura e umidade. É como se o planeta desenvolvesse mecanismos de controle, atuando como se fosse um ser vivo ou uma comunidade, um enxame de abelhas em que cada indivíduo tem uma função distinta e indispensável aos outros, e o conjunto forma uma sociedade funcional e equilibrada, que se equilibra melhor com o passar do tempo e especialização de cada um.

        Figura 9. Montagem mostrando a variação da temperatura terrestre e a deriva continental desde centenas de milhões de anos atrás até a atualidade. Fontes: https://fdp.aau.edu.et/ipa/mapa-mental-deriva-continental.html


   Figura 10. Correntes frias e quentes no globo terrestre após última separação continental. Fonte: https://geoprotagonista.blogspot.com/2013/07/correntes-maritimas-e-formacao-de.html

   Entre 1 milhão e 10 mil anos atrás, a variação do clima esteve muito ligada aos vários movimentos que o planeta Terra possui, que envolvem principalmente modificações na curvatura da elipse que ela faz ao redor do Sol e sua inclinação, já bem descritos e correlacionados com os dados de temperatura coletados na estação Vostok e as previsões de Milutin Milankovich, matemático, astrônomo e engenheiro sérvio quanto aos movimentos de excentricidade, precessão e inclinação do planeta Terra e a insolação resultante. Ver Figura 11. https://cimss.ssec.wisc.edu/wxfest/Milankovitch/earthorbit.html e http://homepage.ufp.pt/biblioteca/WebThesaurus/Pages/PageC1.html
   Figura 11. Relação entre os movimentos do planeta Terra que resultam na insolação no paralelo 65º e sua consequência no clima no último meio milhão de anos. Fonte: http://homepage.ufp.pt/biblioteca/WebThesaurus/Pages/PageC1.html

   Entretanto, observando-se mais detalhadamente os últimos quase 12 mil anos, Figura 9, percebe-se uma quase estabilização das condições climáticas, e o motivo disto ainda não é compreendido. Sabe-se que isso parece ter permitido o desenvolvimento da agricultura, mas pode ser também uma via de mão dupla, na qual o desenvolvimento da agricultura ajudou na estabilidade do clima. 

    Para completar, não posso deixar de falar sobre a exploração da chamada Margem Equatorial, que vai do Amapá, passando pela Foz do Rio Amazonas, até o Rio Grande do Norte. Trata-se de um assunto extremamente polêmico por envolver, em resumo:

Pontos negativos: https://www.projetoruptura.org/post/os-perigos-da-explora%C3%A7%C3%A3o-de-petr%C3%B3leo-na-foz-do-amazonas-a-quest%C3%A3o-do-desenvolvimentismo

* Uma atividade de alto risco por ocorrer, inclusive, em alguns casos numa enorme profundidade, podendo chegar a milhares de metros de profundidade (800 a 6000 m); 

* As correntes marítimas no local são muito fortes e podem danificar os dutos e brocas, inclusive promovendo vazamentos;

* Existem na região recifes de corais e estuários com biodiversidade única e sensível, e pouco estudados;

* A costa é repleta de manguezais, um tipo de estrutura geológica e botânica cujo impacto de um vazamento é dificílimo de ser remediado e berçário de crustáceos e peixes;

* Um estudo do IEPA (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá) mostrou com o uso de 7 derivadores que um vazamento próximo ou distante da costa acarretaria em uma rápida contaminação de centenas de quilômetros próximo à costa, incluindo inclusive três países vizinhos. 


    Figura 12. Estudo feito pelo IEAP, com os deslocamentos dos derivadores lançados para acompanhar correntes marítimas no campus 59 de prospecção de petróleo próximo à Foz do Rio Amazonas. Fonte: https://amazonas1.com.br/estudo-demonstra-impactos-de-possivel-vazamento-de-oleo-na-bacia-da-foz-do-amazonas/

    Além disso, é na prática inequívoco que o retorno financeiro não melhora as condições sociais do local de exploração, que as outorgas sempre favoreceram empresas estrangeiras e que o capital gerado muito pouco é usado na saúde, educação e desenvolvimento de fontes alternativas de energia. Por isso, colocar estes pontos como positivos não é realista.

    E mais, os donos do local, os indígenas, são contrários a esta exploração, que só é requerida e apresentada como opção fundamental pelos invasores, ditos civilizados.

    Por fim, devemos lembrar que o uso do petróleo como combustível é um ato de tolice, pois o mesmo é uma importante fonte de matéria prima para quase tudo a nossa volta, e que a Amazônia em pé tem valor estimado de 1,5 trilhões de reais sob uso ecológico (https://amazonashoje.com.br/sociedade/meioambiente/amazonia-em-pe-vale-7-vezes-mais-diz-estudo-do-banco-mundial/), já o petróleo retirado de lá é finito.

   Um impasse está no fato de que as reservas de petróleo em atividade no Brasil devem acabar em 15 anos, que não temos recursos suficientes para investir em fontes alternativas de energia e que a demora na exploração do petróleo na Margem Equatorial pode permitir que parte do mesmo seja sugado pelos países vizinhos.

    Do meu ponto de vista, usar os recursos carboníferos de forma indiscriminada é uma gigantesca tolice, pois poderíamos usá-los para estabilizar a temperatura global em um ponto 0,5ºC acima da temperatura média de 1850, garantindo um ambiente saudável e agradável por milhares de anos. Se acabarmos com estes recursos não teremos como evitar uma futura e possível era glacial, ver Figuras 9 e 11. Em contraponto, se continuarmos a usar estes recursos, praticar agricultura intensiva e criação de ruminantes com intensidade igual ou maior que atual iremos colapsar o planeta com um aumento autoalimentado da temperatura, como ocorreu há 250 milhões de anos, na chamada Grande Morte, quando 19 de cada 20 seres vivos foram extintos por um aquecimento global causado pela emissão de metano do leito oceânico (https://portrasdoarcodairis.blogspot.com/2023/11/mudancas-climaticas-que-ocorrerao-ou-ja.html).

    Bem, deixo aqui mais dados que reflexões, para que cada um tenha suas próprias conclusões.

Ciência, Verdade e afetos

 Ciência ¹ 

É, antes de tudo, um conhecimento sem dono.
Instigados desde a apreciação das estrelas, entre as quais, os planetas se apresentavam
 como astros errantes e de brilho constante, derrubamos o muro da impotência, incorporando-nos de um novo Ser. Tê-la nas veias é olhar para o desconhecido sem medo - pela certeza que o entendimento é sempre alcançável; Não se achar o máximo - pelo infinitesimal que representamos. Não se achar pequeno - pelo parcial entendimento das quase inimagináveis partículas das quais nos compomos; Nem se achar o mínimo, pois temos pensamentos que compreendem bilhões de metragens acima e abaixo do que fomos.

Na subjetividade da experiência.

Na subjetividade da compreensão.

Apelar para o ceticismo, e ainda...

obter a liberdade de ações pelas quais lutamos

 desde que passamos a nos ver e sonhar.

Quando o estado de consciência floresceu, para, só então, morrer com cada um de nós.
E a felicidade foi trocada pela busca do eu, mas a verdadeira, a derradeira: a serenidade, passa a ser mantida pelo retorno à liberdade das vontades, sem o peso da maldade.

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(¹ A Ciência é responsável por permitir superpoderes que vão desde uma simples compreensão de fatos do cotidiano, a cura do câncer, da exploração espacial e nanotecnologia até a bomba atômica, tendo uma força descomunal, transcendente.)

Texto/Desenho criado em 2001, retirado do meu livro de poesias, em eterna edição.

   Dentre as várias Ciências: Exatas, Naturais e Humanas, para cada uma, verdade se confunde com conceito, definição ou interpretação. Nas Exatas, a verdade se prova por axiomas, que é uma verdade base,  ou, raramente, conjecturas, e por isso, uma verdade matemática é em quase sua totalidade uma Verdade; já nas Naturais, que trabalha com modelos ou aproximações para descrever a Natureza, ou seja, descrições de uma realidade palpável (observada de forma indireta), ocorre uma descrição incompleta da Verdade, mas desprezar o atrito para uma bola de bilhar ou roldana, ou mesmo do ar em quedas curtas geram erros insignificantes; já, nas Humanas, trata-se de uma compreensão que depende muito de subjetividades, numa confluência de interpretações que tendem a um fato histórico, portanto uma verdade próxima de uma Verdade. O problema é que isso pode levar tempo, pois reinterpretações dependem da revalorização de fatos, acrescão de dados e da superação da versão dos vencedores (ditames dos poderosos), que neste caso, é uma inverdade temporária.

   Portanto, a Ciência é um conjunto de conhecimentos em busca de verdades, e nesse enorme conjunto de conhecimentos humanos, a Matemática é usada como ferramenta para as outras ciências, como Física e Química, sendo estas, ferramentas para Biologia e Engenharias, e até mesmo nas Humanas, seja por datação radiológica, análise histórica genética ou química.

   Importante, é óbvio que não existe uma Verdade Absoluta, uma causa primária para todas as coisas, ou que o bater das asas de uma borboleta na Amazônia não influencia num tsunami no Japão, nem mesmo na próxima explosão solar.

   Ao contrário do pensamento popular, a Matemática não é a base lógica e comparativa das Ciências, mas sim a Filosofia, sendo a Matemática um ramo da Filosofia.

   Quem entendeu bem estas relações foi o fundador da Unicamp, o prof. Zeferino Vaz, que dispôs os conhecimentos/habilidades humanas no mapa da própria Universidade, que é representado na sua logomarca: 

   Nesse desenho que lembra um olho/visão/conhecimento, a pupila é um enorme bosque reconfortante e tem no seu centro um espelho d'água, onde a Vida se inicia e a luz se reflete e é conduzida, como tbm os Ciclos Básicos, prédios circulares que abrigam as salas de aulas usados pelos alunos ingressantes de todas as faculdades, privilegiando integração e senso de comunidade. Ao redor, são dispostos em uma sequência de interdependência os Institutos e Faculdades, num ciclo que visto no sentido anti-horário/temporal termina, ou recomeça, com a Biologia, diretamente dedicada a Vida na sua forma mais ampla, umbilicalmente ligada ao segundo Instituto, o de Química, que é uma ciência a parte, mas um ramo da Física, o terceiro nesta sequência, e que por sua vez necessita da Matemática, o quarto, que depende do pensar correto, da lógica, classificação e ordem, daí o IFCH, ou Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, para só então chegarmos aos últimos/primeiros institutos, a base do que podemos considerar humano, os Institutos de Arte (criação) e Linguagem (percepção e transmissão). Os pontos vermelhos são veios/artérias de entrada e saída e pessoas, e claro, num desenho estilizado, não são mostrados detalhes dos ciclos mais externos, contendo as Engenharias, Educação, Economia e Geociências, e algumas ruas são internas de alguns institutos. Tudo sem deixar de relembrar grandes personalidades, como a Av. e Praça Sérgio Buarque de Holanda (pupila), a Avenida Bertrand Russell ou as ruas Charles Darwin, Elis Regina, Cora Coralina, Carlos Gomes...

   Numa briga de Ego entre integrantes mal integrados destas várias áreas do Conhecimento Humano, surge uma certa confusão e até revolta, já que para uma ciência exata, como a Matemática, 1 + 1 = 2 e ponto, claro que definindo corretamente os números dentro de um conjunto numérico específico. O que importa é que, dentro da normalidade, chova ou faça Sol, estejamos felizes ou tristes, ontem, hoje ou amanhã e independente dos poderes: 1 + 1 = 2. Já nas Ciências da Natureza, trabalha-se com probabilidades, que na maioria das vezes tem bom grau de confiabilidade. Portanto, o grande trunfo das Ciências Naturais é poder fazer previsões confiáveis de coisas físicas. Por exemplo, pode-se calcular a velocidade máxima com que um carro pode fazer uma curva em função do atrito entre a borracha dos pneus e o asfalto, mas sempre se recomendará um valor de trânsito naquele local menor em até 50%, pois pode acontecer do piso estar molhado, terem ali muitos detritos ou mesmo os pneus e amortecedores não estarem em boas condições, e até tudo ao mesmo tempo. Em construção civil, a resistência prevista de vigas, colunas, lajes ou outras estruturas de concreto é aumentada entre 5 e 20%, para compensar desconformidades nos materiais. Ou seja, em se tratando de risco à integridade humana, é melhor considerar a verdade descrita pelo pior caso, que por sua vez é a menos provável. E sim, as Ciências Naturais conseguem fazer previsões assustadoras e complexas, como qual a probabilidade, quando e onde poderá cair um asteroide monitorado, como, segundo a ESA, o 2023 DW que possui probabilidade de atingir a Terra de 1/560 chance no Dia dos Namorados, 14 de fevereiro de 2046 (daqui 21 anos). Mas, no fim, qual Ciência está mais próxima ao cotidiano do público em geral: As Ciências Humanas, e estas possuem previsibilidade ainda mais complexa, pois possuem alto graus de subjetividade, mas modelos similares ao climático já são usados em economia, sociologia, política (modelo do eleitor e teoria dos jogos) e até História (Peter Turchin), permitindo prever PIB, inflação, desemprego ou analisar comportamentos em redes sociais e segregação racial (modelo de Schelling), só que com grau de confiabilidade que não agrada quem está acostumado com as previsões das Ciências Naturais, muito menos das Exatas, servindo como indicativo. 

   Aqui reside o maior problema nesta análise, e as maiores polêmicas, pois no campo da História, que é uma Ciência que estuda o passado, um historiador não gosta de fazer previsões do futuro, afirmando que isso não é prerrogativa desta Ciência, mas sendo uma Ciência, ela precisa ser útil para formulações de futuro, e o argumento de que ela serve somente para compreender o presente é no mínimo incompleto, pois, ou a torna uma mera curiosidade e desvincula a real necessidade de projetar o futuro, ou então é uma maneira de evitar responsabilidades, apresentando os dados e transferindo aos sociólogos, políticos e economistas esta tarefa necessária. Para mim, a coragem e pensamento multidisciplinar de Peter Valentinovich Turchin, sociólogo que prevê fatos históricos, é exemplar, assim como de Jiang Xueqin: https://www.youtube.com/@PredictiveHistory

   Para aqueles que ainda não entenderam, Ciência é conhecimento, não mera informação, portanto, sim, uma ferramenta. Historiadores, ou vcs são uma Ciência, ou construtores de museus escritos, cuja admiração é parcial.

   Neste emaranhado complexo de Ciências, não existe um único método, e este não é estático, nem têm um mesmo grau de confiabilidade, interna ou entre as várias Ciências.

   A Matemática usou métodos geométricos e, principalmente, nos últimos séculos, algébricos, para formular teoremas com base em axiomas, gerando 100% de confiabilidade (as vezes, conjecturas, quase 100%).

   Nas Ciências Naturais, usa-se o Método Científico, elaborado pela junção de proposições de diversos pensadores, como René Descartes (1637 na obra "O Discurso sobre o Método", método dedutivo) e de forma aplicada, mesmo que rudimentar, por Galileu (1638 na obra "Diálogos sobre duas novas ciências", por experimentação), baseado nos pensamentos de Roger Bacon (1267 na obra "Opus Majus", destacando a importância da observação e da experimentação na formação do conhecimento científico - Wikipédia) e de Francis Bacon (1620 na obra "Novum Organum", que propôs um novo método de investigação científica baseado na observação, experimentação e indução - Toda Matéria, Pedro Menezes). Ou seja, observação, experimentação, proposição e análises tanto indutivas quanto dedutivas, com posterior comprovação e/ou reformulação, num ciclo de aprimoramento em que estas etapas não são rígidas, e no qual tudo é verificado por pares (outros cientistas, com diferentes motivações, e que reproduzem o mesmo experimento).

   Como resultado, na Física a confiabilidade é majoritariamente maior que 95% (condições ambientes). De qqr forma, o efeito de cada fator é calculável, só que muitos são desprezíveis ou apenas estimáveis. Por exemplo, atritos, resistência do concreto, resistência e elasticidade da madeira e fluidez do solo ou da água são normalizados, não necessariamente exatos; Na Química e Biologia, as previsões são também quase certas, mas com valores variados. Exemplo, existem reações químicas em que um produto é obtido com 99,9% de pureza e de forma rápida, já outras, o rendimento é de partes por milhões, como no famoso processo Haber-Bosch para produção de amônia, de 1913, alavancado pela indústria militar em 1914, e que permitiu a Revolução Verde 30 anos após ser desenvolvido, em 1940, e no qual a relação entre produto/reagentes é de 0,000015 (baixíssima). O importante é sabermos que todos os mecanismos químicos de deslocamento, catálise e equilíbrio deste processo são perfeitamente conhecidos e calculáveis, e foram, por isso mesmo, trabalhados para otimizar e torná-lo viável. Importante: desconhece-se outros fatores que possam influenciar este processo, mas se algum vier a ser descoberto, os anteriores não se tornarão mentiras.

   Portanto, nas Ciências Naturais ou Exatas, não se pode afirmar que verdades anteriores são substituídas, muito menos derrubadas por não serem verdades, nem que os processos não são conhecidos, ou que algo desconhecido venha demonstrar que o que era conhecido estava errado. O que pode ocorrer é uma adequação, tornar o que estava certo ainda mais certo, o que era verdade mais próximo da Verdade. Assim, a ideia de Aristóteles envolvendo conceitos gravitacionais se mostrou errada por nunca ter sido verdade, já que ele atribuía um efeito da massa na aceleração que nunca existiu, e fez isso sem experimentação ou base verdadeira, e isso foi demonstrado ao passarem pelo escrutínio do primitivo Método Científico por Galileu. Desde então, estas ideias estão sendo melhoradas. Galileu, em 1638 observou que na queda a velocidade era proporcional ao tempo de queda, independente da massa: v ∝ t, e em 1687 Newton demonstrou que esta relação se dá pela proporção de g (aceleração gravitacional, próxima a 9,8 m/s²), ou seja v = 9,8*t, já Lorentz, em 1904, mostrou que esta velocidade não seria observada de igual forma por um espectador parado e outro passando por ali em alta velocidade, de tal forma que u = (u + v)/(1 + u*v/c²), onde u é a velocidade observada, u‘ a velocidade do objeto e v a velocidade do sistema que abriga o objeto. O importante é que essa correção só é necessária para velocidades muito altas. Por exemplo, um observador parado com relação ao Sistema Solar, vê a Terra girar em torno do Sol com velocidade de 30 km por segundo, o que é muito alto para nossos padrões cotidianos, mas ao observar uma maçã cair, após 2 s, ele perceberia a velocidade dela alterada em 0,0000002 m/s do seu valor de 19,6 m/s para um observador local. Ou seja, as correções de Lorentz só são relevantes para velocidades próximas a da luz (c = 299.792.458 m/s). E mais, ao observarmos a equação de Lorentz, se a velocidade do sistema for zero (v = 0), então u = u‘, demonstrando que Newton e Galileu nunca foram contrariados. Da mesma forma, o modelo atômico de Dalton não deixou de ser verdade após proposições de Thomson ou Bohr, pois reações químicas baseadas em Dalton continuam respeitando as Leis Ponderais, e é até aí que o modelo se propôs explicar. O problema é, novamente, quando entramos no campo das Ciências Humanas, pois um fator negligenciado no passado pode se mostrar muito importante após nova análise, ou ter sua relevância muito alterada, e mudar drasticamente as conclusões. O que muitas vezes acontece é que fatores em Ciências Humanas podem ser definidos por interesses pessoais. Como, neste caso, a verificação por pares é complexa, uma interpretação falsa, ou uma parcial, pode se sustentar por um longo tempo, ou até permanecer indefinida. Como melhorar isso?

    Nas Ciências Humanas, partindo de fontes primárias e secundárias, o melhor método de análise já desenvolvido, mas que só é recomendado para o período após o surgimento do Capitalismo, é o do filósofo Carl Marx, elaborado juntamente com o empresário Engels. Resumindo o Método do Materialismo Histórico-Dialético, pode-se dizer que (fonte: Todo Estudo): 

  • Contrariamente ao idealismo, são as relações materiais que existem entre os humanos e entre a natureza que determinam a consciência, e o desenvolvimento econômico, político e social só ocorre por conta das transformações materiais entre as forças produtivas.
  • Nenhum produto da humanidade está solto no mundo, nada é atemporal ou a-histórico. Todos os bens produzidos pela humanidade (conhecimento intelectual e desenvolvimento tecnológico) são produzidos na e por causa da história. 
  • A dialética marxista é o movimento de assumir a contradição inerente a todos os fenômenos, a fim de compreendê-los em sua complexidade. Um exemplo disso é quando se olha para qualquer produto, como uma cadeira. Pode-se pensar que a cadeira é e não é uma cadeira [, ou seja, que é um objeto para se sentar, mas também o fruto do trabalho ou então meio para exploração do trabalhador, e até um fetiche para explorar o consumidor. Notar que óculos já foi objeto de vergonha].

   Sim, fazer um bom estudo histórico é complexo, pois mais interessante do que saber quando Portugal e Espanha resolveram explorar mares diferentes, é saber o porquê, e quais as consequências. Por dependerem de decisões políticas, que quase sempre usam argumentos, as vezes falsos, as vezes meio verdadeiros, não necessariamente deixando de serem justos, as análises se tornam mais difíceis. Por exemplo, a transposição do Rio São Francisco teve como argumento levar água para uso doméstico da população do Nordeste, mas no fundo o interesse principal é promover a agricultura e indústria local, portanto duas meias verdades da verdade que é levar a melhoria de vida. Acontece que a meia verdade "saciar a sede" está mais longe da verdade "melhoria de vida" que a meia verdade "desenvolver a agricultura e indústria", e o problema é como simplificar e deixar comovente, ao mesmo tempo - se fosse simplesmente para uso doméstico, seria mais fácil e barato dessalinizar a água salobra local e trabalhar com cisternas. Pior, por dependerem estas análises de dados fornecidos/distribuídos por poderosos, um fato histórico pode acabar sendo corrigido muitos anos depois. Como exemplo, em 1888, e confirmado por relatos de ex-escravizados vivos até a década de 70, a Lei Áurea era atribuída à bondade da princesa Isabel, sendo negligenciados os vários movimentos populares, revoltas de escravos e quilombolas e até intelectuais da época. Outro exemplo é que para o Ocidente (falsamente transmitido por filmes e omitido em livros), os EUA foram os heróis da 2ª Guerra Mundial, na qual os soviéticos pouco ajudaram (falso), mas hoje está ficando claro que o império estadunidense tinha o interesse de enfraquecer o URSS, só entrando na guerra quando as forças soviéticas já haviam invertido o avanço de Hitler, possuindo a atuação da URSS uma relevância muito maior na derrota dos nazistas (verdade) que a dos EUA. Se a URSS não demonstrasse superioridade, os EUA esperariam as duas grandes forças se mutilarem para tomar controle de tudo. No mesmo sentido, o estado de bem estar social nos países europeus e EUA não se devem a características do Capitalismo, mas sim à necessidade de competir com benefícios criados pelos comunistas na URSS, como redução da jornada de trabalho, direitos trabalhistas e saúde e educação públicas. Isso ficou claro com o fim da URSS, quando estes benefícios foram deixados de lado no Ocidente, ou melhor, diminuídos ou transformados em mercadoria. Pior ainda, uma rápida pesquisa na internet apontará, erroneamente, que o Capitalismo é tido como o maior gerador de evolução tecnológica e bem estar, sendo que uma análise dos dados históricos antes ignorados mostram que o desenvolvimento dentro do Socialismo foi muito mais rápido e efetivo, e está sendo, atualmente, muito mais amplo e efetivo também. E sim, infelizmente, muitas conclusões obtidas dentro das Ciências Humanas podem ser mentiras que perduram por muitos anos, mas que estão e ficarão cada vez mais raras devido a globalização da informação e popularização dos meios comunicativos.

    Uma análise histórica necessita ser feita pela confluência de muitos pontos de vista para evitar que fatos sejam ignorados ou deturpados, considerando aspectos econômicos, sociais, populacionais, psicológicos, morais, tecnológicos, geológicos, geográficos, políticos, religiosos, ambientais, energéticos, financeiros, educacionais... Neste ponto, são várias meias verdades que se juntam para formar uma verdade em busca da Verdade, e isto não é exclusividade da História, mas comum em todas as Ciências Humanas. Entretanto, considero que a História também precisa ser capaz de orientar o futuro, o que não deixa de ser um processo de previsão. Aqui diferencio a meia verdade da meia-verdade de Descartes (verdade mais crenças), e considero a Matemática Pura como tendo potencial aplicabilidade.

   Por fim, sim a Verdade de cada coisa existe, mas é uma busca que pode ser rápida ou até milenar. O que não existe é a Verdade Absoluta, uma verdade para tudo, uma causa primária de todas as coisas. Agora, mentiras, estas são contrárias às Verdades, e não se sustentam por serem baseadas em fatores contrários aos formadores das Verdades. Fatores que somados levam ao mesmo lado, como vetores que não se contrapõem, são verdades individuais ou meias verdades, dependendo do quão próximos da direção da Verdade daquela coisa estão. Em Estatística, uma outra Ciência Exata, usa-se um método para buscar o valor real, no qual todo bom estudante sabe que a média de valores experimentais é só um valor próximo ao verdadeiro, tendo sua probabilidade de acerto definida por um intervalo calculado pelo desvio padrão amostral. No laboratório, eu pedia para os estudantes transferirem exatamente 10 ml de água para um béquer e pesar. Após repetirem esse processo várias vezes, eles percebiam que quase nunca conseguiam repetir os volumes coletados, e dificilmente acertavam os 10 ml. Portanto, as transferências a serem consideradas num futuro processo deveriam levar em consideração a média e o desvio padrão desta etapa, e a confiabilidade no resultado final deveria levar em consideração todos os desvios (erros¹) no processo. Porém, a parte importante é que o resultado final (incerto) deve ter alto grau de confiabilidade, dependendo da aplicação (95% para aplicações padrão e 99% para a área de saúde). Portanto, o resultado é incerto, mas verdadeiro, possui erros, mas é confiável, pois certamente está próximo do exigido como Verdade, o real. 

¹ Erro em Ciências Exatas ou Naturais é dado pelo desvio diante um valor central, mas ainda dentro do alvo. É um termo usado, mas o correto é desvio, pois não se trata verdadeiramente de um erro.

   Então, não, não existem casos de verdades que deixaram de ser verdades dentro das Ciências Exatas e Naturais, nem em conceitos de mecânica, fluxo térmico, modelos atômicos, evolução, genética e epigenética, dualidade partícula-onda, quantização da energia, muito menos na esfericidade da Terra ou centralidade do Sol. Em Ciências Exatas, as verdades são consequências de verdades base (axiomas); Nas Naturais, as verdades são lapidadas, mas não mudam de direção de forma perpendicular, muito menos oposta, são modelos que se aprimoram ou são baseados em conceitos já verificados; E, em Ciências Humanas, as mentiras têm pernas curtas, de até algumas décadas, pois as verdades dependem de uma análise ampla, complexa e cujas subjetividades (afetos) devem ser identificadas e trabalhadas por muitos pontos de vista, não obrigatoriamente eliminadas.

   O que de melhor fizemos até hoje foi atuando como sociedade², nas Ciências não há de ser diferente.

Obs. O ser humano é natural, mas por decidir também por subjetividades (emoções), é necessário distinguir Ciências Humanas de Ciências Naturais.

Obs. 2. Na maioria das vezes, afirmar que cada um tem sua verdade é uma necessidade de pessoas que precisam defender crenças, religiosas ou não, meias-verdades, e algumas vezes por pessoas com meias verdades que, num ato nada sábio, egocêntrico, não aceitam melhorias. 

Obs. 3. Usar valores numéricos, fórmulas ou argumentos provenientes das Ciências Exatas trás credibilidade a uma análise. O problema é que gráficos podem ser distorcidos, dados negligenciados ou valores estatísticos mal interpretados. Em corridas eleitorais, costuma-se omitir parte de um gráfico, ampliando desproporcionalmente a distância entre os colocados do topo. E, é famoso o exemplo da distribuição de recursos entre duas pessoas, no qual uma adquiriu dois frangos e a outra nenhum, logo, na média, cada uma teria um frango para comer, mas, no fim, uma continua passando fome. 

Obs. 4. O verdadeiro cientista não trabalha por dinheiro, pois é um filósofo da natureza, não um sofista. Se se vende, ou vende a pesquisa, não é um cientista, somente um pesquisador. Portanto, existem muitos pesquisadores contribuindo para a Ciência, mas não fazendo Ciência, e, por isso, muitas vezes, contribuindo para o fracasso da sociedade.

² Os neandertais tbm viviam em sociedade, e por isso tbm se desenvolveram em várias áreas, mas muito provavelmente não tinham a ganância dos sapiens, e na competição foram extintos. Somos então menos humanos que os neandertais

 

Elixir da Longevidade

 

         Elixir da Longevidade


                           Por: Rogério Siqueira Chiacchio




   A mistura denominada “Elixir da Longevidade” foi elaborada após vários anos de estudo e possui componentes que atuam de forma ampla na manutenção e melhora da saúde corporal e mental. Todos os componentes desta mistura são naturais e, alguns, usados pelo ser humano há mais de 4000 anos. O conjunto age como anti-inflamatório, combate radicais livres, regenera tecidos e equilibra o metabolismo e flora intestinal, além de ser comprovadamente, pelo estudo individual de seus componentes, atuante na prevenção de vários tipos de câncer e melhora da resposta ao tratamento de alguns tipos desta doença, além de atuar como coadjuvantes no tratamento de muitos outros problemas de saúde, como pressão alta, obesidade, rinite e outras. Seus principais componentes são: colágeno, cúrcuma, pólen, aveia, albumina, leite em pó, açúcar mascavo, vit. C e canela, que nas quantidades corretas e associados a hábitos saudáveis de vida podem trazer benefícios a quem quer viver mais e melhor.

Alérgicos: atenção à presença de pólen, leite e diversos grãos.

Vale a pena saber:


Colágeno



Aproximadamente um terço da proteína de nosso corpo é colágeno. Ele tem uma função estrutural que protege outros tecidos menos resistentes e permite a sua conexão com o esqueleto ósseo.

O colágeno, comumente comercializado na forma de colágeno hidrolisado, atua no fortalecimento de unhas e promove maior resistência, espessura, crescimento e brilho aos cabelos. A pele adquire mais tônus, hidratação, e pode haver uma redução da flacidez cutânea. O colágeno hidrolisado desempenha um papel importante na prevenção e no tratamento de dores articulares, artrose e osteoporose, e tem sido utilizado para minimizar a ocorrência de lesões na terceira idade, pois mantém o tecido articular mais hidratado e elástico. Ele também é utilizado para prevenir lesões em atletas.

A partir dos 25 anos, a produção de colágeno começa a diminuir (perdemos cerca 1% ao ano). "As linhas de expressão começam a aparecer, resultando em uma pele mais frágil e menos elástica, ou seja, flácida", explica a nutróloga Paula Guidi. De acordo com a especialista, outro ponto importante é que as mulheres produzem menos colágeno do que os homens. Estudos comprovam que no período da menopausa a velocidade de perda dessa proteína é aumentada, chegando a atingir 30% nos primeiros cinco anos.

https://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/18222-colageno


Cúrcuma




O açafrão-da-terra ou cúrcuma, açafrão da índia e gengibre amarelo, é uma raiz da família do gengibre. No mundo todo há mais de 100 espécies da família Cúrcuma, mas o açafrão da terra que consumimos vem da Cúrcuma longa. A raiz tem sido utilizada há mais de 4000 anos no Oriente Médio e na Ásia, tanto na Medicina Ayurvedica como na Medicina Tradicional Chinesa, como um potente fitoterápico.

Este tempero se destaca pela ação antienvelhecimento e antioxidante, e segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia é capaz de reduzir o risco da doença de Alzheimer. A cúrcuma também protege contra diversos tipos de câncer e tem ação anti-inflamatória.

A cúrcuma contém diversos minerais e vitaminas, com destaque para o potássio, que ajuda a controlar a pressão arterial e previne derrames. Também é fonte de vitaminas C, aliada da imunidade, e vitamina B6, que é benéfica para o cérebro.

O tempero ainda conta com ferro, que previne anemias; manganês, essencial para o metabolismo do colesterol e para o crescimento; cálcio, que é aliado dos ossos e dentes; e, magnésio, importante para o metabolismo de glicose.

https://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/18799-acafrao-da-terra


Pólen de abelha



O pólen é extraído por abelhas de flores e serve de comida para suas crias. É considerado um dos alimentos mais nutritivos da natureza, pois é rico em proteínas (40% e contém mais aminoácidos do que ovo, carne etc), aminoácidos livres, vitaminas, principalmente do complexo B, enzimas e coenzimas.

O pólen apícola apresenta uma composição aproximada de 13 a 55% de carboidratos, 7 a 40% de proteínas, 1 a 20% de lipídeos e 0,3 – 20% de fibra dietética. Contém diferentes vitaminas (p-caroteno, tiamina, riboflavina, niacina, ácido pantotênico, piridoxina, ácido ascórbico, biotina, ácido fólico e tocoferol), resinas, compostos polifenólicos (2-5%) e substâncias antibióticas. O pólen também contém aminoácidos livres, enzimas e é particularmente rico nos ácidos graxos linoléico e linolênico, que são essenciais à saúde humana. Por apresentar uma alta concentração de açúcares redutores, aminoácidos essenciais e ácidos graxos insaturados/saturados, além da presença de zinco, cobre e ferro e alta proporção de potássio/sódio, é considerado por diversos autores um produto de alto valor nutricional, indicado para a dieta humana.

Verificou-se que os extratos de pólen atuam como sequestradores de radicas livres e, portanto, inibidores de peroxidação lipídica. Os autores associam a propriedade antioxidante com efeitos radioprotetores, detoxificantes e anti-inflamatórios, além de ser importante no retardamento do envelhecimento e na prevenção de várias doenças, tais como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes. Há relatos do uso de pólen apícola para condicionamento de atletas e em tratamentos médicos alternativos. Entretanto, parte das alegações feitas sobre propriedades medicinais do pólen apícola ainda não foi fundamentada por estudos científicos. Na literatura científica podem ser encontrados estudos sobre os efeitos do pólen (floral ou apícola) para amenizar os sintomas de hiperplasia prostática benigna e prostatite crônica, melhorar a função hepática, proteger o fígado dos efeitos de irradiação por raios-X e de algumas substâncias tóxicas, diminuir os níveis de lipídeos séricos em animais e em humanos, além de reduzir a formação da placa aterosclerótica induzida experimentalmente em coelhos. Alguns estudos realizados em animais apontam para efeitos benéficos de extratos de pólen sobre a bexiga e o sistema urinário. A adição de pólen apícola de origem multifloral à dieta de ratos com anemia ferropriva melhorou a utilização digestiva de ferro, cálcio, fósforo e magnésio e produziu um efeito positivo no ganho de peso, levando os autores a indicarem o seu emprego como fortificante no tratamento de anemia nutricional ferropriva acompanhada de perda de peso. Através de experimentos realizados in vitro e in vivo, Yamaguchi et al, 2006 observaram efeitos anabólicos do extrato de pólen apícola monofloral de Cistus ladaniferus sobre tecidos ósseos femorais em ratos, sugerindo a possibilidade do seu emprego na prevenção da perda óssea com o aumento da idade. Recentemente, verificou-se num estudo in vitro efeito anti-angiogênico do pólen apícola, indicando a necessidade da investigação do seu potencial preventivo e terapêutico contra doenças humanas relacionadas com a angiogênese, tais como câncer e retinopatia diabética.

Por outro lado, há na literatura médica relatos de casos de intolerância ao pólen apícola e de seus efeitos alergênicos. Embora a alergia ao pólen apícola seja considerada relativamente rara, pode representar risco à vida.

Tese de Doutorado: Martins, Márcia Cristina Teixeira M366p Pólen apícola brasileiro: valor nutritivo e funcional, qualidade e contaminantes inorgânicos / Márcia Cristina Teixeira Martins. --

Campinas, SP: [s.n.], 2010.


  1. Potente energizante: a quantidade de nutrientes contidas no pólen é suficiente para melhorar a disposição ao longo do dia, já que os carboidratos, proteínas e vitaminas do complexo B contidas nesse alimento aumentam o vigor e ajudam a dar um basta no cansaço.

  2. Benefícios para a pele: é ótimo anti-inflamatório para a pele e ajuda a tratar irritações como eczemas e psoríase. Os aminoácidos e os outros nutrientes presentes no pólen ajudam a proteger a pele e regenerar as células.

  3. Sistema respiratório: por conter uma grande quantidade de componentes antioxidantes, eles agem como anti-inflamatórios nos tecidos dos pulmões, prevenindo asma, por exemplo.

  4. Tratamento de alergias: pólen ajuda a diminuir a quantidade de histaminas, ajudando a combater diversos tipos de alergias. Alguns médicos nos EUA reportam a significativa diminuição de casos de alergias (como asma e rinite) quando utilizado o pólen como suplementos via oral.

  5. Melhora a digestão: devido a presença das enzimas, os alimentos acabam sendo mais bem digeridos por terem essa “ajudinha”.

  6. Sistema imune: o pólen é excelente para a flora intestinal, que consequentemente ajuda na melhora do sistema imunológico. Além disso, contém propriedades antibióticas que “lutam” contra vírus no nosso organismo, e antioxidantes que protegem nossas células contra radicais livres.

  7. Ajuda a tratar vícios: usado holisticamente para o tratamento de dependentes químicos e até para diminuir desejos por comidas, diminuindo impulsos.

  8. Sistema cardiovascular: devido à grande quantidade de rutina (bioflavonóide antioxidante),

o pólen acaba sendo ótimo tonificante para os capilares e vasos sanguíneos. Ajuda a prevenir

o entupimento das artérias, sendo ótimo para prevenir infartos e AVC. Além disso, é recomendado para pessoas que possuem varizes, pois a rutina auxilia no mal estar das pernas e para o não aparecimento das indesejadas veias escuras.

  1. Próstata: para os que sofrem de hiperplasia na próstata, esse superalimento pode ajudar pois diminui a inflamação e diminui a urgência ao urinar.

  2. Infertilidade: ajuda a estimular e a restaurar os ovários. Para quem pensa em ficar grávida rápido, é um item que não pode faltar na lista.

https://www.mel.com.br/polen-10-motivos-para-consumir-esse-super-alimento/


Aveia



Benefícios:

Traz saciedade. A aveia possui dois tipos de fibras: uma parte são fibras insolúveis, como a celulose, que as enzimas do nosso corpo não conseguem "quebrar". No entanto, o destaque do cereal são suas fibras solúveis, as beta-glucanas, que são parcialmente digeridas pelo intestino. Elas pegam a água que está no órgão e a "sugam". Dessa forma, elas crescem de tamanho e vão

formando um gel que forra a parede do estômago e do intestino, retardando o esvaziamento gástrico e prolongando a saciedade. Sendo assim, o consumo de aveia é interessante para quem faz dieta.

Mantém o intestino em ordem. Uma das funções mais conhecidas da aveia é a de regular esse órgão. As grandes quantidades de fibras do alimento, quando entram em contato com a água, formam um gel que estimula o funcionamento do trânsito intestinal. Além disso, as fibras do tipo beta-glucana estimulam o crescimento da flora microbiota intestinal, ou seja, dos probióticos. Isso ocorre porque ela serve como "comida" para os lactobacilos. Quando as bactérias proliferam em cima dessas fibras, existe a produção de uma substância, o ácido butírico, que estimula os movimentos do intestino (chamados de peristálticos). O órgão, por sua vez, quando está sendo estimulado, elimina as substâncias tóxicas mais rápido e estimula a renovação celular. Isso diminui a chance de câncer intestinal.

Uma equipe de pesquisadores ingleses do Imperial College analisou vinte e cinco estudos que envolviam mais de duas milhões de pessoas e chegou à conclusão de que a alta ingestão de fibra alimentar, particularmente de cereais e grãos integrais, como a aveia, está associada com a redução do risco de câncer colorretal. A cada adição de 10 g por dia de grãos integrais no total de fibras ingeridas, constatou-se uma redução de 10% no risco da doença.

Ajuda a defender o organismo. A aveia não tem uma ação direta na nossa imunidade, porém, por melhorar o trânsito intestinal, ela pode aumentar as defesas orgânicas do nosso corpo, uma vez que contribui para a saúde da flora intestinal. Afinal, 60% do total de imunoglobulinas do nosso corpo estão nele! Toda vez que estimulamos a microbiota intestinal, acabamos produzindo mais anticorpos, o que melhora a imunidade.

Previne doenças crônicas. O cereal também age no controle da glicose e do colesterol. Lembram do gel que as beta-glucanas formam ao entrar em contato com a água? A glicose e o colesterol ficam mais tempo "presos" nesse gel, para depois serem absorvidos. No caso dos açúcares, isso aumenta o tempo para a absorção dos carboidratos, melhorando os níveis glicêmicos. Por isso, o consumo de aveia é recomendado aos diabéticos. A ingestão do cereal, especialmente na forma de farelo, também é benéfico para quem tem colesterol alto, já que há uma diminuição em até 10%.

Faz bem para a pele. Como é um alimento rico em silício e proteínas, o consumo de aveia também é bom para a renovação de tecidos, como a pele. Isso ajuda nas divisões celulares e deixa o tecido com uma melhor aparência, além de mais saudável.

Traz mais bem-estar. A aveia contém triptofano, um precursor da serotonina, neurotransmissor responsável pelo controle do nosso humor, conhecido como amigo do bem-estar. Para a conversão de um para o outro, é necessária a ação de uma enzima, que só funciona bem quando os níveis de alguns nutrientes estão adequados, entre eles, o magnésio, encontrado também em boa quantidade no cereal. Sendo assim, a aveia pode ser uma aliada extra no combate à tristeza e até mesmo da depressão.

https://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/16691-aveia


Albumina


A albumina é uma proteína da família da globulinas e apresenta funções biológicas importantes. É a principal proteína do sangue do ser humano. Ela é encontrada em diversos alimentos de origem animal (inclusive o whey protein é uma albumina), além de estar presente também em raízes de algumas plantas. A albumina comercial mais conhecida é a derivada da clara do ovo e é considerada uma proteína de alto valor biológico por conta do seu perfil de aminoácidos, além de ser rica em diversas proteínas e sais minerais.

As várias funções da albumina são:

Manutenção e construção de músculos e tecidos; Fortalece o sistema imunológico;

É rica em nutrientes como vitaminas do complexo B, fósforo e ferro; Função osmótica (que permite passagem dos minerais pelas células); Presença aminoácidos essenciais na formação de hormônios; Transporte de diversas substancias em nosso sangue.

Cada 100 g de albumina em contêm: Cálcio 62 mg

Ferro 0,15 mg

Magnésio 55 mg

Fósforo 111 mg

Sódio 1280 mg

Zinco 0,1 mg

Cobre 0,11 mg

Manganês 0,01 mg

Potássio 1125 mg Vitamina B12 0,15 mcg

Tiamina (Vit. B1) 0,01 mg

Vitamina B6 0,01 mg

Ácido fólico (Vit. B9) 15 mcg Niacina (Vitamina B3) 0,87 mg Riboflavina (Vitamina B2) 2,53 mg Ácido Pantotênico (Vit. B5) 0,78 mg


Linhaça


Os benefícios do consumo regular da semente de linhaça são:

1. Combater a prisão de ventre

Por ser rica em fibras insolúveis, um tipo de fibra que aumenta o volume das fezes e promove os movimentos naturais do intestino, a semente de linhaça facilita a eliminação das fezes, ajudando a combater a prisão de ventre. Veja outros alimentos ricos em fibra insolúvel.

2. Manter a saúde dos olhos

A semente de linhaça contém, luteína e zeaxantina, carotenoides com ação antioxidante que protegem a retina dos olhos contra os raios ultravioletas do sol e a luz azul emitida por dispositivos, como computador e celular, ajudando a manter a saúde dos olhos e a evitar o surgimento de situações, como catarata e retinopatia diabética.

3. Controlar os níveis de glicose

Por ser rica em fibras, a semente de linhaça diminui a velocidade de absorção do açúcar dos alimentos, ajudando a controlar os níveis de glicose no sangue, prevenindo, assim, a resistência à insulina e a diabetes. Além disso, a semente de linhaça também tem ótimas quantidades de ômega 3 e ômega 6, gorduras saudáveis com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, melhorando a função do hormônio insulina e ajudando, assim, a controlar a glicemia em pessoas que já possuem diabetes. Conheça outros alimentos com ômega 3 e ômega 6.

4. Diminuir o colesterol e triglicerídeos

A semente de linhaça é rica em fibras que diminuem, no intestino, a absorção da gordura dos alimentos, além de reduzir a produção de colesterol pelo fígado, diminuindo os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue.

5. Ajudar na perda de peso

Por conter ótimas quantidades de fibras, a semente de linhaça prolonga a sensação de saciedade, ajudando a diminuir a ingestão de alimentos ao longo do dia e promovendo, assim, a perda de peso. Veja outros alimentos que também ajudam na perda de peso.

6. Evitar doenças cardiovasculares

A semente de linhaça contém ômega 3, selênio, ômega 6 e vitamina E, nutrientes com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que melhoram a saúde das artérias e previnem inflamações, ajudando a evitar o surgimento de doenças, como pressão alta, infarto e aterosclerose. E, muito importante, como a concentração de ômega 3 é maior que a de ômega 6 nas sementes de linhaça, seu consumo ajuda a regular a proporção de ingestão diária ômega 3/ômega 6, o que está diretamente ligado a diminuição dos processos inflamatórios, e é mais condizente com a dieta paleolítica.

7. Evitar o surgimento de câncer

As fibras, presentes nas sementes de linhaça, servem de alimento para as bactérias boas do intestino, que diminuem as inflamações e combatem as bactérias ruins, mantendo a flora intestinal equilibrada e ajudando a evitar o surgimento do câncer no intestino.

Além disso, a semente de linhaça também contém boas quantidades de ômega 3, ômega 6, zeaxantina e luteína, compostos com propriedades antioxidantes que combatem o excesso de radicais livres do organismo, evitando, assim, o surgimento e a multiplicação de células cancerígenas.

8. Prevenir osteoporose

A semente de linhaça contém boas quantidades de fósforo, cálcio e magnésio, minerais que participam da formação e manutenção da saúde dos ossos, ajudando a prevenir a osteoporose.

Por ser rico em potássio, um mineral que ajuda a neutralizar o excesso de ácido, a semente de linhaça também aumenta o pH do organismo, diminuindo a eliminação de cálcio pela urina e prevenindo, assim, a osteoporose.

9. Manter a saúde do cérebro

A semente de linhaça tem boas quantidades de ômega 3, um tipo de gordura saudável com ação antioxidante e anti-inflamatória, que melhora o funcionamento dos neurônios, mantendo a saúde do cérebro e ajudando a prevenir a perda de memória, a dificuldade de raciocínio lógico e o surgimento do Alzheimer.

10. Combater ansiedade e depressão

Por conter triptofano, que é um aminoácido responsável por produzir serotonina, a semente de linhaça ajuda a aumentar a felicidade, melhorando o humor e combatendo, assim, a ansiedade e depressão.


Propriedades da linhaça

A linhaça possui propriedades antioxidantes, antidiabéticas, anti-inflamatórias, hipolipemiantes, anticancerígenas e ansiolíticas.

Isto porque é rica em fibras, ômega-3, ômega-6, luteína, zeaxantina, selênio, vitamina E, fósforo, cálcio, magnésio e triptofano, que lhe conferem todos os seus benefícios para a saúde.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz a informação nutricional de 100g, o que equivale a aproximadamente 10 colheres de sopa, de semente de linhaça.

Componentes. Cada 100g (10 colheres de sopa) de semente de linhaça

Energia 534 calorias

Proteínas 18,3 g

Carboidratos 28,9 g

Gorduras 42, 4 g

Fibras 27,3 g

Magnésio 392 mg

Zinco 7,8 mg

Cálcio 211 mg

Ômega 3 6,3 g

Ômega 6 5,9 g

Fósforo 615 mg

https://www.tuasaude.com/beneficios-da-semente-de-linhaca/


Observações:

Feno grego

O feno grego possui inúmeros benefícios, mas preferi não o adicionar ao Elixir da Longevidade devido aos seus efeitos diante algumas situações:

  • O feno-grego não deve ser usado por mulheres grávidas, pois pode estimular as contrações uterinas e induzir o parto.

  • Essa planta também não deve ser usada por crianças, ou por pessoas em tratamento de câncer sensíveis a hormônios, como câncer de mama ou próstata, por exemplo.

  • Além disso, pessoas que utilizam insulina ou outros remédios para diabetes, devem ter cautela ao usar o feno grego, pois pode reduzir muito o açúcar no sangue e causar crise de hipoglicemia.

  • O uso do feno grego deve ser interrompido 2 semanas antes de qualquer cirurgia, pois pode afetar a coagulação do sangue e aumentar o risco de sangramentos ou hemorragias.

https://www.tuasaude.com/


O feno grego possui vantagens exclusivas como diminuir cólicas menstruais e auxílio na produção de testosterona, mas gera os riscos citados em casos específicos.


Chia, feno grego, linhaça, quinoa e canela

A maioria dos benefícios do feno grego e da chia (rica em fibra e proteína) são fornecidas pelo consumo conjunto da aveia, pólen de abelha e albumina.

A linhaça também pode interagir com medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários, e deve ser evitada por quem tem doença de Crohn ou obstrução intestinal. Por ser contraindicada somente em casos muito particulares e raros, a linhaça foi mantida no Elixir da Longevidade, até pelo seu alto e diferenciado teor em omega-3.

Os benefícios da quinoa podem ser obtidos pelo uso conjunto também pela aveia, pólen de abelha e linhaça, além do fornecimento de cálcio pelo leite. Para quem tem intolerância a lactose (entre 2 e 3 a cada 5 brasileiros) recomenda-se não usar o leite em pó, ou experimentar se o nível de intolerância é considerável, para então preferir diluir a mistura em leites vegetais adicionados de cálcio, além de que pessoas idosas devem dar preferência para leites desnatados. Não confundir intolerância, ou grau de intolerância, que definirão a quantidade de leite que pode ser ingerida, com casos incomuns de alergia, que define que nada de leite pode ser ingerido.

A vitamina faltante, por geralmente estar presente em frutas, verduras e carnes, é a vit. C (ácido ascórbico), por isso foi adicionada separadamente. A recomendação diária de vit. C é de 90 a 120 mg (miligramas), mas a mesma sofre oxidação facilmente e seu uso POUCO acima do recomendado pode ser no máximo considerado como desperdício.

A canela é uma especiaria aromática rica em flavonoides, como eugenol, hesperidina e linalool, que têm propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, ajudando na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes. Por conter ótimas quantidades de cinamaldeído, um composto que promove o aumento do metabolismo e melhora a concentração, a canela também ajuda a melhorar a disposição física e mental, além de estimular a queima de gordura corporal, facilitando o emagrecimento. A canela podes ser retirada da composição do Elixir da Longevidade por aqueles que não desejarem sua interferência no sabor e por existirem na mistura outros componentes que atuam no mesmo sentido fisiológico, mas recomenda-se seu consumo mesmo que na forma de chá de canela e outras ervas variadas no chamado café da tarde.


Importante

   O Elixir da Longevidade foi elaborado de forma a fomentar benefícios à saúde usando uma variedade equilibrada produtos naturais, sem excessos que poderiam maximizar exclusivamente um efeito específico ou causar uma diluição exagerada de qualquer componente. Entretanto não é um remédio e não gera o efeito desejado se não for usado em conjunto com uma correta nutrição e exercícios físicos diversificados, tudo sem excessos, além de um trabalho concomitante para manter e melhorar a saúde mental.


Composição e indicação de uso do Elixir da Longevidade:


Açúcar mascavo

300 g

Albumina

100 g

Aveia flocos finos

250 g

Canela

5 g

Colágeno hidrolisado

250 g

Cúrcuma pura

100 g

Leite pó integral

100 g

Linhaça dourada em

100 g

Pólen abelha

100 g

Vit. C

5 g


Massa total de 1310 g que permitem 30 porções de 44 g (3 colheres de sopa).


Proteínas: 13,8 g por porção

Carboidratos: 20,4 g por porção

Lipídios: 2,7 g por porção

Fibras: 1,7 g por porção


Calorias: 161 kcal por porção